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Fiquei com vontade de escrever tb…
Amo escrever mas as vezes me falta inspiração ou um bom tema… Então pro DESBLOGADOS quero falar sobre blog! Eu não sou uma desblogada na verdade… porém ja fui um dia! rss
Acho que já tive uns 4 blogs… Finalmente hoje tô adorando a tarefa… Sempre me perguntei… blog pra que? pq? tem utilidade???
Tá… veremos… então criei um anônimo… não sabia-se q era meu… claro… fiz umas 3 atualizações apenas… aiiii cancelei. Devo ter feito mais uns 2 e cancelado também…. =D
Uma vez fiz um sobre emagrecimento… queria dar dicas e tal… mas também não rolou… devia ser preguiça… falta do que escrever… sei lá! Quando criei esse último… me prometi que se não desse certo não faria mais… chega né!!
E não é que agora eu escrevo, quero divulgar e adoro ele!
Até meu nome ele tem!
Pra mim ele não serve de diário… é um lugar que posso expor ideias, compartilhar desejos, alguns acontecimentos ou até piadinhas, vídeos e coisas legais…
Diário pra mim deve ser algo beeem particular (não, não tenho um). Mas também acredito que para mantê-lo devo gostar de escrever e ter ao menos um tempinho…
Por isso achei a ideia do DESBLOGADOS ótima pra quem não tem paciência de manter um blog…
E mesmo tendo meu blog…. tô adorando a oportunidade de escrever em outro… poder participar e colaborar… QUERO MAIS VEZES POSSO???
Na verdade quero sempre! Adorei…
Prometo caprichar nos próximos temas! Até a próxima!
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Enviado por: @_Cristianaa
http://cristianagmartins.blogspot.com/
Minha vida de estagiária sempre dependeu de outras pessoas: nas duas vezes que consegui arrumar um estágio não foi por méritos meus. Contei com o famoso QI (Quem Indica) - mas me sinto melhor quando penso que fui responsável por ter conseguido a vaga e por me manter nos lugares.
E é aqui que devo confessar uma coisa: tenho queda por locais religiosos, mesmo sendo agnóstica. Meu primeiro estágio foi num clube israelita onde vivi experiências deslumbrantes. Acompanhei, na minha sala, um ritual de oração bastante interessante, com uma espécie de fita que é amarrada nos braços, conheci (mas sem grande aproximação) judeus ortodoxos, me deparei com um calendário festivo completamente diferente do nosso, comemorei o ano novo num mês que não era dezembro e desejei muitos “Shaná Tová Umetuká”.
E pude confirmar a fama de mão-de-vaca deles, com todo o respeito: eu, diagramadora do jornal, tinha que espremer fotos, matérias, e usar do meu poder de estudante de jornalismo para frear as vontades judias. Sem contar os 5 reais que recebia diariamente como vale-refeição, mas que na verdade só valia mesmo era no china engordurado e sujo na esquina.
Passei por situações constrangedoras, como uma tentativa de assédio sexual (apesar de considerar o termo muito forte para situação), conheci muita gente maluca, trabalhava em péssimas condições. Ao mesmo tempo fiz amigas maravilhosas, aprimorei meus conhecimentos como diagramadora e comia toda semana o melhor brownie da cidade na feirinha que tinha no clube.
Como dizem por aí, toda experiência é válida e podemos tirar uma lição de cada uma delas. Lá eu aprendi que trabalhar 6 horas por dia, num bairro muito distante da sua casa, e ganhar R$400 reais por isso não vale a pena. Consegui enxergar que aquilo não era pra mim e joguei tudo pro alto com quatro meses de casa – que, aliás, é o tempo máximo que todas as meninas que passaram por lá conseguiram ficar.
Depois da minha saída, o jornal acabou. Eu não tive coragem de indicar ninguém para o meu lugar, e eles não tiveram coragem de convidar ex-estagiárias para voltar. Hoje, trabalho num colégio religioso, cristão, que felizmente segue o calendário gregoriano, com pessoas maravilhosas, onde me sinto bem. E também cheio de rituais estranhos para uma agnóstica. Mas essa já é outra história.
Enviado por: Anônimo
Ativo ou passivo? Dominador ou dominado? Definições tão… estanques, não? Os papéis sexuais vêm confundindo o ser humano desde sempre. Quando na verdade, é tudo simples. Ao invés de “o que pode e o que não pode” seria melhor “o que gosto e o que não gosto”. Um rótulo só existe para ser quebrado. E eu sempre digo que, entre quatro paredes e de comum acordo, o céu é o limite! Não posso falar por todos. Mas posso falar pelas mulheres. Bom, pelo menos por algumas. Todas anônimas aqui, claro. Porque sexo ainda é tabu, acredita? Mas a gente consegue separar as mulheres em pelo menos dois grupos (sejam elas heterossexuais ou não): existem as que gostam de dominar e as que gostam de ser dominadas. E existem as sortudas que conseguem variar os papéis, ou ainda brincar de forma “equilibrada”, hehe. Quando digo dominadas e dominadoras, quero dizer de forma estritamente sexual. Pois é bobagem achar que esse tipo de preferência sexual reflete uma tendência amorosa, profissional e de relacionamento. Conheço mulheres independentes e fortes, que fantasiam serem sexualmente submissas. E meninas tímidas socialmente, que sexualmente adoram dar umas ordens! A submissão sexual é uma delícia que muitas ainda tem preconceito, ou interpretam mal – não tem nada a ver com maus tratos! Estar numa posição sexualmente submissa é ter confiança no outro, antes de tudo. É deixar o outro conduzir. Controlar a situação. Te guiar. Fazer o que bem quiser com você (ui!!). É até deixar alguém que nunca te machucaria, te “machucar” de mentira. E dominar é TUDO DE BOM também – é controlar o prazer do outro, e sentir ter a pessoa na mão. É judiar… mas só um pouquinho! rsrsrs É ter a outra pessoa naquele momento. Suas reações, seu corpo, sua vontade… É um poder bom. Então? Por que não explorar? Por que não tentar? Abuse or be abused?? Ah, vamos brincar dos dois, vai ;) Enviado por @EliseMachado
Eu havia ponderado um pouco e decidido que a minha participação no Desblogados seria acerca do tema música. Pois é, música em geral, novidades, críticas, dicas de downloads, enfim, qualquer coisa que no final das contas acabasse no seu iPod embalando um segundo sequer da sua vida. Forcei o pensamento e só conseguia pensar que eu gostava dos artistas/bandas que eu gosto por motivos puramente irracionais, aquela vibe de “gosto porque gosto”, que só serve pra justificar gosto por comida, música e pessoas. Baseada nisso concluí que o meu forte é escrever sobre coisas irracionais, e que tema mais irracional que relacionamentos?
“Ainda outro dia estava pensando o quanto eu tenho pena dos homens, porque vamos lá, raciocina comigo, quer tarefa mais ingrata e cruel do que ter sobre seus ombros o peso de ser sempre o caçador? O cara tem que escolher a fêmea, ir até ela, começar com um papo mole que geralmente antes mesmo de terminar a primeira frase a mulher já está respondendo com um sonoro “não” sendo que o pobre nem sequer fez pergunta alguma.
Deve ser duro demais poder contar apenas com uma certeza nessa vida, a do “não”. Porque verdade seja dita, a maior parte das mulheres (e dos homens também!) gosta de fazer joguinho. Isso de dar mole, olhar a noite inteira e quando o cara vai falar com ela a infeliz finge que nem tinha visto ele na balada, ignora o cara e ainda por cima despreza todas as cantadas manjadas tais como: “você vem sempre aqui?” ou”Pô tava te olhando a noite inteira… você é a menina mais linda desse lugar!”.
Ok, vamos entrar num acordo? Homens sejam menos cafonas e mais criativos, e mulheres? Sejam menos difíceis, o cara já tem que vencer a timidez, contar com a certeza do fora e ainda assim, ponderando tudo isso, ele vai lá falar com você! Ok, mais uma vez ok, não to pedindo pra que todas as mulheres virem vagabundas e tirem todo o charme da conquista, do desejo, da caçada, mas vamos parar com esse teatrinho de fingir que não sabemos que somos objeto da caçada.
A próxima vez que um cara for te abordar na night, seja ao menos educada, conversa um pouco, não vai logo rejeitando o infeliz que teve que gastar uma grana tomando 5 doses de vodka antes de tomar litros de coragem para ir falar com você. Sou e sempre fui dessas meninas que acredita no poeta e emprega no seu dia a dia a máxima do “gentileza gera gentileza”. Sendo assim eu sempre sou simpática com os caras que venceram seus medos de rejeição, seus complexos de infância e vieram, educadamente, conversar comigo. Ah sim, educadamente viu? Porque se chegar agarrando meu braço leva logo uma meia dúzia de desaforos e um não no meio da cara!”
Enviado por Bulletproof
Começava a canela com uma meia branca, limpa. Gostei. Mas gostei mais ainda do que vinha depois. Bati o olho e amei: vi a batata da perna mais linda da minha vida. Bem definida, morena, pelos suficientes. O interesse foi instantâneo, e eu precisava descobrir o que tinha acima dela.
Mas o sujeito estava de costas. Alto, cabelos compridos. Nas mãos, um pocket book que ele não largava por nada – nem pelas curvas da serra, nem pelas freadas estúpidas do motorista. O título, “Peter Pan”. Julguei fraco, mas mudei de ideia quando vi que era em inglês.
As mãos bonitas, firmes, dedos compridos, mas não finos. Um antebraço definido. Assim como as costas, cobertas por uma T-shirt verde água; belo contraste com a pele morena.
Olhos fixos no livro, nas mãos, no antebraço, nos cabelos negros e sedosos, na batata, na batata, na batata. Eis que ele dá uma virada súbita, possivelmente em busca de um lugar. Vi apenas um bigode espesso e tão escuro quanto os cabelos. Me atiçou mais ainda.
E as curvas, e o bigode, e a imaginação fluindo por longos minutos. Quando menos espero, ele fecha o pocket book sem marcar a página. Abre a mochila vermelha, com um guarda-chuva na frente, e guarda o Peter Pan. Mexe no cabelo, se vira e olha pra mim. Profundamente. Três segundos talvez, mas uns dos mais demorados e mais esperados.
E então veio…a decepção. O sujeito era feio. Nem a olhada profunda, nem o bigode, que não vinha com uma barba, mas com uma barbicha caprina, nem a tão desejada batata compensavam aquele rosto – não era de todo o mal, mas não correspondia em nada às minhas expectativas.
Eu já tinha planejado uma troca de olhares, de abraços, sair para jantar, pensado que ele morava depois da Estrada do Pau Ferro, o fim do cabelo comprido, o adeus à xuxinha, a satisfação com o cabelo raspado. Mas tudo terminou ali, com a mesma rapidez que começou. Ainda bem, achei fraco ler o Peter Pan.
Enviado por Laura Benck