Eu havia ponderado um pouco e decidido que a minha participação no Desblogados seria acerca do tema música. Pois é, música em geral, novidades, críticas, dicas de downloads, enfim, qualquer coisa que no final das contas acabasse no seu iPod embalando um segundo sequer da sua vida. Forcei o pensamento e só conseguia pensar que eu gostava dos artistas/bandas que eu gosto por motivos puramente irracionais, aquela vibe de “gosto porque gosto”, que só serve pra justificar gosto por comida, música e pessoas. Baseada nisso concluí que o meu forte é escrever sobre coisas irracionais, e que tema mais irracional que relacionamentos?
“Ainda outro dia estava pensando o quanto eu tenho pena dos homens, porque vamos lá, raciocina comigo, quer tarefa mais ingrata e cruel do que ter sobre seus ombros o peso de ser sempre o caçador? O cara tem que escolher a fêmea, ir até ela, começar com um papo mole que geralmente antes mesmo de terminar a primeira frase a mulher já está respondendo com um sonoro “não” sendo que o pobre nem sequer fez pergunta alguma.
Deve ser duro demais poder contar apenas com uma certeza nessa vida, a do “não”. Porque verdade seja dita, a maior parte das mulheres (e dos homens também!) gosta de fazer joguinho. Isso de dar mole, olhar a noite inteira e quando o cara vai falar com ela a infeliz finge que nem tinha visto ele na balada, ignora o cara e ainda por cima despreza todas as cantadas manjadas tais como: “você vem sempre aqui?” ou”Pô tava te olhando a noite inteira… você é a menina mais linda desse lugar!”.
Ok, vamos entrar num acordo? Homens sejam menos cafonas e mais criativos, e mulheres? Sejam menos difíceis, o cara já tem que vencer a timidez, contar com a certeza do fora e ainda assim, ponderando tudo isso, ele vai lá falar com você! Ok, mais uma vez ok, não to pedindo pra que todas as mulheres virem vagabundas e tirem todo o charme da conquista, do desejo, da caçada, mas vamos parar com esse teatrinho de fingir que não sabemos que somos objeto da caçada.
A próxima vez que um cara for te abordar na night, seja ao menos educada, conversa um pouco, não vai logo rejeitando o infeliz que teve que gastar uma grana tomando 5 doses de vodka antes de tomar litros de coragem para ir falar com você. Sou e sempre fui dessas meninas que acredita no poeta e emprega no seu dia a dia a máxima do “gentileza gera gentileza”. Sendo assim eu sempre sou simpática com os caras que venceram seus medos de rejeição, seus complexos de infância e vieram, educadamente, conversar comigo. Ah sim, educadamente viu? Porque se chegar agarrando meu braço leva logo uma meia dúzia de desaforos e um não no meio da cara!”
Enviado por Bulletproof